Renato Portaluppi e Cícero fazem apelo sobre situação na Venezuela

Apesar da felicidade com a vitória por 2 a 1 sobre o Monagas pela quinta rodada de fase de grupos da Copa Libertadores, o técnico Renato Portaluppi e o meia Cícero destacaram a tristeza que presenciaram durante os três dias em que estiveram no país.

Veja as declarações:

Renato

“Difícil falar, pois machuca o coração. Tivemos essa experiência no ano passado também. Pedimos para trazer algumas coisas mais usadas, remédio, água, papel. Esse ano de novo. O mundo precisa olhar para a Venezuela. As pessoas precisam pensar diferente. O que nós vimos choca”.

“Fizemos a nossa parte. Mas não é suficiente. Ajudamos algumas pessoas, mas aqui é um país. A coisa aqui está feia. Falo para os meus jogadores valorizarem o que eles têm. Não podemos reclamar da vida. O que a gente viu aqui… torcemos para que esse povo volte a viver com alegria”.

Cícero

“Nós somos seres humanos, nós jogadores, a maioria, veio de classe média baixa. Eu sei o que meus pais passaram. Chegamos aqui, vimos uma situação arrepiante: um ser humano pegando um prato de comida como se fosse seu último dia de vida. O pessoal pediu para nos reunirmos e juntamos algo bom para eles. Ficamos sabendo do salário mínimo, da situação de vida deles. Isso não tem preço. Quando você faz algo bom, acontece em dobro para você”.

“Nós temos uma vida só. No final disso tudo, sabemos que somos todos iguais. Se na vida você puder ajudar alguém, é gratificante. Vamos levar uma lição muito grande da Venezuela, porque a gente reclama muito da vida e não imaginamos o que o próximo está passando. Temos que aproveitar viver da melhor maneira possível e, se você puder fazer uma caridade para quem está precisando, saiba que isso não tem preço”.

O elenco gremista, inclusive, levou comida e alguns bens de primeira necessidade para alguns moradores que eles conheceram. Em um treino antes da partida, Renato distribuiu agua para as crianças do Monagua.

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